*Por Tatiany Martins, vice-presidente da Pitzi
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Como todo início de ano, as despesas extras podem comprometer o orçamento familiar e levar ao endividamento. Contas como IPTU, IPVA, licenciamento de veículos, material escolar, seguros e outros gastos sazonais surgem simultaneamente, gerando um desafio financeiro significativo. Para evitar que essas despesas se tornem um peso, a organização e o planejamento financeiro são fundamentais.
Planejar as finanças não se trata de acumular riqueza, mas sim de manter a saúde financeira equilibrada para evitar o endividamento desnecessário. Muitas famílias entram em dívidas porque não se preparam adequadamente para despesas previsíveis como as de começo de ano que, apesar de ‘chocarem’, já fazem parte da rotina. Criar uma estratégia financeira significa planejar o orçamento com antecedência, poupar dinheiro ao longo do ano e evitar soluções financeiras caras, como empréstimos e parcelamentos com juros altos.
Dados recentes apontam que, em 2024, o percentual de famílias endividadas atingiu níveis recordes. Segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), cerca de 77% das famílias brasileiras estão endividadas, sendo que grande parte dessas dívidas está atrelada ao cartão de crédito, seguido por financiamentos e crédito pessoal. O cenário evidencia a necessidade de maior planejamento financeiro e estratégias para evitar o comprometimento excessivo da renda.
As principais causas do endividamento incluem a alta da inflação, que reduz o poder de compra e obriga muitas famílias a recorrerem ao crédito para cobrir despesas básicas; os juros elevados, que encarecem o custo do crédito; e o desemprego, que compromete a estabilidade financeira de muitos lares. Além disso, a falta de educação financeira faz com que muitos consumidores tomem decisões sem avaliar corretamente os impactos a longo prazo. Gastos impulsivos, parcelamentos excessivos e a ausência de uma reserva de emergência agravam ainda mais a situação.
Para evitar o endividamento e garantir maior segurança financeira, algumas soluções podem ser adotadas. O planejamento financeiro é fundamental, permitindo que as famílias acompanhem seus gastos e ajustem o orçamento conforme necessário. Criar uma reserva de emergência, que cubra ao menos três a seis meses de despesas, pode evitar empréstimos em momentos de dificuldade. Outra estratégia é controlar o uso excessivo do crédito rotativo e buscar alternativas de parcelamento sem juros sempre que possível.
Além dessas medidas, a contratação de produtos de proteção financeira auxilia na prevenção do endividamento. Essa modalidade de proteção garante um suporte em momentos de adversidade. Com essas coberturas, os segurados podem contar com recursos para manter suas despesas básicas sem recorrer a empréstimos ou comprometer o orçamento. Dessa forma, o uso inteligente dessas soluções ajuda a manter o equilíbrio financeiro e proporciona maior tranquilidade para as famílias brasileiras.
Sem dúvida, se proteger financeiramente é essencial para evitar o endividamento e garantir uma vida financeira equilibrada. Planejar-se com antecedência, criar uma reserva de emergência e evitar parcelamentos com juros altos são passos fundamentais para começar o ano sem sufoco. Organização e disciplina ajudam a manter as contas em dia e a evitar preocupações financeiras no futuro.
*Tatiany Martins é vice-presidente da Pitzi, insurtech do segmento de proteção e seguro para celulares no Brasil